segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Foi isto

Foi isto que eu senti: um amor soberbo, um amor que tudo me fez amar, um amor grande, mas onde já só eu amava. Foi isto que eu senti: um amor que desapareceu de mim, do meu toque, que me fugiu por entre os dedos quando dantes não me saía dos braços.
Eu sabia (como podia não saber), que apesar de eu tocar, já nada me tocava; eu sabia (como podia não saber), que apesar de abraçar, já nada me abraçava.
Os teus braços já só reagiam a hábitos repetidos. E isso não é abraçar ninguém, claro que não, é só fazer pesar os braços no corpo de alguém.

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