segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

4 de Agosto

Lembras-te? Estávamos casados há 24h!
Foi o sonho de princesa tornado realidade! Mesmo não sendo tudo como outrora sonhei, eu amei-te! Tu sabes que sim! Amei as vezes que fazias birra porque te apagava os dados dos jogos na Playstation, amei as vezes que ficavas irritado porque o Braga perdia e só querias estar sozinho na varanda, quando a temperatura máxima seria uns 4ºC, amei as vezes que me fazias surpresas como chegar a casa e ter um jantar a luz das velas com pizza :D! Como te amei!
Respeitei-te tanto que nunca nos contrariámos, talvez por isso tenha acabado tão cedo! Era tudo perfeito demais!
Decidi ver todas as nossas fotos e vídeos e dei por mim a sorrir, acreditas?
Foi tão perfeita a nossa lua de mel, a quantidade louca de fotos que me tiravas, as alianças, os sorrisos, foi tudo tão bom!
Porque tinhas de destruir tudo se eu tanto lutei para que resultasse? Porque me abandonaste?

Tentei

Continuas na minha cabeça!!
Tentei, juro que tentei tirar-te da minha mente e do meu corpo, mas se alguém se aproxima de mim é o teu abraço que eu procuro, é esse beijo quente que me falta. é o sorriso que me encanta!
Como faço para te esquecer? Porque tinhas de ter medo de gostar?
Baixei todas as barreiras criadas em tempos, apenas para te dar tudo de mim, entreguei-me cegamente e depois deixas-me num barco a deriva sem rumo! Como volto a erguer tudo o que era, se não consigo deixar-te ir?
Quando uma mensagem tua aparece no telemóvel todo o meu corpo vibra, toda eu fico sem chão, sem reacção!!
Preciso de ti

O pensamento

Na ausência não consegues tocar, nem sequer consegues discernir o corpo de quem amas para te poderes aqueceres no corpo de quem amas – está ausente, longe de ti. Eu sei do que falo.
É claro que a ausência dói, e sei bem o quanto me doeste pela ausência que me deste. Até posso ter sido eu a culpada, admito, mas isso não diminui nem um pouco a dor que sofri da tua ausência em mim, entendes?
Hoje estou menos doída, o tempo curou-me as feridas, não me levou as cicatrizes, é certo, ficaram-me na pele, percebes?, mas a ausência dói, claro que sim, vai passando, reconheço, vai amenizando, também, mas dói, dói porque nos acompanha por dentro, caminha connosco passo a passo, não nos larga um minuto que seja, não se esquece de nos fazer lembrar a toda a hora que aquela pessoa que amamos não está nem irá voltar mais. Depois, lá está, começamos a sofrer uma perseguição do nosso próprio pensamento, esse cobarde que não se vê por fora, eu sei, mas que se sente por dentro. O pensamento, esse bramir silencioso, não nos larga, faz-nos lembrar a toda a hora que é hora de continuar a lembrar de quem já não volta.
Não há tortura pior do que o nosso próprio pensar...

O tempo não cura

Pensamos sempre que não vamos conseguir amar novamente, que já nos magoaram vezes suficientes, que existem feridas que não saram, mas o certo é que voltamos a amar, cuidadosamente ou loucamente, fogosamente ou solenemente, sem nos apercebermos como é que tudo nos acontece.
O pior dos corações partidos são os pedaços que divagam pela melancolia. O pior dos corações partidos são os pedaços que não se juntam. O pior nem são os corações partidos, mas sim os corpos gelados, sem cor, sem vontade, sem alma.
As palavras não chegam e o tempo não cura.

O amor é um ditador da pior espécie


18 de Novembro

O amor só é bom quando amor nos faz bem, quando somos acompanhados por outro amor que nos ama na nossa vida, quando o nosso amor se desnuda connosco e se dispõe a amar-nos como nós próprios o amamos. Se assim não for, se já não há ninguém dentro dessa vida, morremos gelados de solidão. Talvez tenha sido essa a razão principal da minha morte: a solidão de ti.

Se ao menos eu pudesse ter-te deixado de amar quando tu já não estavas em mim, jamais morreria de amor.
Há uma contradição no amor que faz doer. Ele faz-nos amar mesmo quando já nada nos ama, castiga-nos, verga-nos, como se não mandássemos nada na nossa vontade.

O amor é um ditador da pior espécie, essa é que é essa. E isso é duro, claro, muito duro, o amor faz-nos amar até na ausência de quem amamos, percebes? Foi assim connosco. Foi assim comigo. Como se ama na ausência de tudo o que se ama? Como se ama quando o que se ama já não nos chega ao toque?

Eu fiquei sozinho, caramba, desacompanhado de nós, tu sabes, mas a amar-te de tal qual como sempre te tinha amado, de tal forma que a tua ausência me esvaía da vida por não te ter. De que me valia amar-te se tu já não estavas? Nada. Mas eu amava-te como se tu estivesses comigo, entendes? Mas tu não estavas...
Amei-te tanto. Amei-te tanto, e tanto, que quase me esqueci de mim. Amei-te tanto que quase me deixei de amar a mim. Amei-te tanto que me esqueci de viver, percebes?, de respirar, até. Amei-te tanto que tive de morrer, vê lá tu, que estupidez, para deixar de te amar.
Que estupidez eu morrer porque te amava, eu sei, mas morrer, entende, foi a única forma que me sobrou para me deixar vivo.

Foi isto

Foi isto que eu senti: um amor soberbo, um amor que tudo me fez amar, um amor grande, mas onde já só eu amava. Foi isto que eu senti: um amor que desapareceu de mim, do meu toque, que me fugiu por entre os dedos quando dantes não me saía dos braços.
Eu sabia (como podia não saber), que apesar de eu tocar, já nada me tocava; eu sabia (como podia não saber), que apesar de abraçar, já nada me abraçava.
Os teus braços já só reagiam a hábitos repetidos. E isso não é abraçar ninguém, claro que não, é só fazer pesar os braços no corpo de alguém.

Eras tu

Pediram-me para dançar, recusei!
Ofereceram-me bebidas, não aceitei!
Pediram-me o numero, não dei!

Só tu te mantinhas na minha cabeça, e pior, no coração! Preciso esquecer-te, nem que para isso tenha que te odiar! Foste do mais bonito que já vivi, mas também me mostraste que príncipes não existem e mundo bolha é só nos contos de fadas!

Chorei o caminho todo, que pensava eu, me levaria para o esquecimento! Ironicamente passa na rádio a musica que decidiste proclamar em mensagens um dia e odiei-te e amei-te e odiei novamente! Como tudo aconteceu tão rápido!

Terei de aprender a viver com a tua ausência!