segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Apaguei-te do olhar

São 7h da manhã, mais uma noite mal dormida! Reli todas as mensagens trocadas ao longo destas semanas e vejo que afinal não havia sentimentos como eu julgava haver! Criamos perspectivas em pessoas incapazes de chegar perto delas!
O meu ar pálido denuncia como ando, as olheiras revelam como são as minhas noites e eu já não sinto que viva, apenas resisto aos dias, à espera que algo superior me venha buscar!
Caí tão fundo, quem eu era não sou mais! Tudo o que tinha construído em meses foi destruído em dias, já nem em mim acredito!

Apaguei todas as nossas mensagens, apaguei todas as fotos, não quero ter o impulso de te rever a toda a hora! Já chega a tortura de te ter na minha cabeça!
Conheci um rapaz quente, meigo, respeitador e descubro alguém capaz de insultar sem insulto, magoar sem tocar!! Ainda tenho as palavras na minha mente, que se repetem constantemente!

Eu não preciso de ninguém, não preciso de uma mensagem de bom dia, todos os dias! Não preciso que me digam que têm saudades minhas! Não preciso de um olhar transparente! Não preciso de nada que seja fingido!
Talvez nem mereça precisar! Uma vida boémia enquadra-se mais comigo, já que eu Vânia Bartolomeu, sou divorciada com 23 anos e mãe! E isso faz com que ninguem me queira, ninguem me respeite como mulher e ninguem acredite que possa amar e ser amada! E se alguém ficar comigo? É por pena, por ser tão solitaria na vida que levo!

A Leonor preenche-me os dias e as noites, e é para ela q tenho de me virar, de me concentrar! O resto, é só resto e vem e vai e não sai disto!!!

E eu preciso viver, viver sem chorar como ando a chorar, viver com um sorriso na cara, orgulhosa de mim e de tudo o que aguentei até hoje!

Há um ano estava com a Leonor no Hospital em Aveiro! Entubada, eu de máscara na cara sem saber se a minha filha ia ficar bem ou não! Tinha apenas 5 dias de vida e senti-me tão sozinha, tal como hoje! Se não a tivesse já tinha feito as malas e teria partido! Esta casa só me tráz memorias, o meu carro tem memorias, os caminhos que percorro têm memorias e eu preciso encerrar tudo e esquecer que um dia me humilharam tanto que hoje prefiro mostrar o ar de durona em vez de me magoar outra vez

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